
EU, um pequeno ser em busca de uma suposta felicidade, em busca de respostas e compreensão desse mundo louco e das pessoas nele inserido. Eu que já amei, já detestei, sorri muito, chorei mais ainda, tive alegrias indescritíveis e tristezas insuportáveis. É com toda a certeza da minha alma que afirmo que de todas as sensações por mim já vividas, INTERPRETAR é a melhor delas. O aperto no peito, as mãos trêmulas, a vontade de chorar segundos antes de entrar em cena, a alegria e a ideia de que sou uma deusa nos aplausos finais... Inenarrável!
O palco me completa, me preenche, nele me sinto verdadeira, embora seja uma personagem. Parece que ali não tenho medo, egoísmo, complexos, ESTOU LIVRE pra ser eu, no papel de outro, pra emprestar com toda honra meu corpo e minha voz, com a missão de mexer com o meu público, com a missão de fazer com que cada ser humano saia de um espetáculo tocado, feliz!
Já com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto fico me lembrando das tantas aulas de interpretação, construções de personagens, tantas montagens de espetáculos... cenas curtas, poesias encenadas, pequenos textos, grandes personagens, momentos que jamais serão esquecidos, profissão jamais abandonada... e como poderia? O Teatro liberta, alegra, completa, dá VIDA!
